O dilema da esquerda: Maduro ou direitos humanos?

Os mesmos militantes socialistas e progressistas que adoram defender direitos humanos para bandidos, nunca defenderam direitos humanos para o povo venezuelano. Mas que hipocrisia, não? Vamos desmascarar essa turma!

O ditador comunista e sanguinário, Nicolás Maduro, finalmente está fora do poder na Venezuela. Mas ainda há muita coisa para acontecer naquele país, pois toda a elite estatal como os juízes, políticos e militares é composta por chavistas. De toda forma, o governo americano mostrou força e competência ao conseguir sequestrar Maduro e sua esposa sem grandes conflitos, numa operação militar muito bem planejada que focou apenas em alvos militares. Tudo foi feito no sigilo com ajuda do DEA (a Administração de Repressão às Drogas), o exército americano e a CIA.

Faz semanas que o presidente Donald Trump já vinha pressionando o ditador venezuelano sobre seus crimes e o governo americano começou a atuar militarmente no Mar do Caribe. O objetivo dos americanos era afundar ou apreender embarcações com drogas, pois Maduro é um dos grandes líderes do narcotráfico no continente americano e era um dos responsáveis por levar essas drogas ao mercado americano. De acordo com o secretário de Estado, Marco Rubio, um homem que odeia comunistas, Nicolás Maduro será julgado em território americano, da mesma forma que Manuel Noriega, que foi um ditador panamenho capturado em 1989 após invasão norte-americana.

A esquerda que finge defender a soberania dos países, usa essa desculpa para defender a tirania de Maduro, um grande aliado do PT e membro do Foro de São Paulo. Os membros dessa instituição que reúne adeptos do comunismo chegaram ao poder em diversos países, como na Nicarágua, Colômbia, Argentina no período kirchnerista, Chile e México, além do Brasil. Essa mesma esquerda não protestou contra Maduro quando ele ameaçou invadir a Guiana para anexar a região de Essequibo, por causa do petróleo. Mas o esquerdista caviar, rico e que usa Iphone, nunca se preocupou com a verdadeira soberania individual de milhões de venezuelanos inocentes que sofreram nas mãos do ditador comunista.

(Sugestão de Pausa)

Podemos lembrar da grande fraude eleitoral na Venezuela que ocorreu em julho de 2024, quando o ditador foi reeleito para um terceiro mandato consecutivo graças ao Conselho Nacional Eleitoral do país, que estava totalmente aparelhado. A oposição e seus aliados conseguiram recolher os boletins de urnas e viram que o vencedor foi Edmundo Gonzáles Urrutia, sendo reconhecido como vencedor também pelo governo Argentino. E para variar, os membros do PT que sempre alegaram defender a democracia, reconheceram a vitória de Maduro, algo que foi publicado no próprio site do partido. Nesse tempo todo, Lula não fez nada além de passar pano para seu ditador de estimação.

No conturbado ano de 2024, muitos venezuelanos saíram às ruas para protestar contra a tirania de Maduro, o que gerou em várias prisões e assassinatos, e muitos tiveram que fugir do país. Essa onda de repressão e violação de direitos humanos é algo que a esquerda fingiu que não viu. E toda essa violência da ditadura socialista da Venezuela remete há décadas, desde quando Hugo Chaves era vivo e estava no poder perseguindo dissidentes e calando a imprensa. Hugo tinha chegado ao poder em 1998 com apoio dos militares, após vencer as eleições presidenciais daquele ano. A partir de então, ele foi implementando gradualmente suas políticas socialistas e conseguiu ao longo do tempo aparelhar as principais instituições do estado venezuelano.

Mas voltando ao momento presente, após a espetacular captura de Nicolás Maduro, Lula para surpresa de zero pessoas, usou o X (antigo twitter) para se manifestar contra a operação militar norte-americana, alegando que isso viola a soberania de um país. Mas esse mesmo Lula, hipócrita como é, nunca se manifestou quando o governo chavista violou direitos humanos de milhões de pessoas, censurou a imprensa e criou campos de detenção e tortura. Depois, essa mesma esquerda relativista e hipócrita, reclama de operações policiais nas favelas cariocas alegando que matar membros de facção criminosa é violação de direitos humanos. E é essa gritante contradição que expõe de vez a falência moral e espiritual da esquerda política.

A verdade é que Lula e seus grandes aliados do PT como José Dirceu foram ativos desde sempre no Foro de São Paulo, apoiando a ditadura cubana. A esquerda brasileira, que vive romantizando Cuba, como se lá não fosse uma prisão a céu aberto, nunca soltou notas de repúdio quando os cubanos eram censurados, presos e sequestrado pelo regime castrista. Mas não dá para esperar nada de pessoas de alma podre que defendem as ações arbitrárias de um certo togado desprovido de folículos capilares que se vê como dono do povo brasileiro.

(Sugestão de Pausa)

Após o grande evento de captura de Maduro, surgiram nas redes sociais como o X e o Instagram, vários vídeos do povo venezuelano comemorando – com certeza foi o melhor dia na vida deles. Tantos os venezuelanos que buscaram abrigo em outros países, como os venezuelanos que vivem lá, ficou claro que a maioria deles não gostava de Maduro. A cidade de Caracas ficou em barulho o dia todo!

O que Lula e a elite esquerdista brasileira não querem reconhecer, é que Maduro sempre foi um governante ilegítimo, um verdadeiro criminoso e usurpador que já vinha sendo investigado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade. Não podemos nos esquecer que a própria eleição na Venezuela em 2018 já tinha sido marcada por várias denúncias de fraude. Após isso, inúmeros países mais livres deixaram de reconhecer Maduro como um governador legítimo. E foi nesse contexto que, em 2019, o então presidente do Legislativo venezuelano, Juan Guaidó, se proclamou presidente interino e chegou a receber apoio de vários países.

Mesmo Maduro conseguindo escalar a repressão e aumentar seu poder, a oposição não desistiu. Mais tarde, foi em 2024 que o ditador fez de tudo para parar a oposição democrática, quando o povo escolheu Edmundo González como o novo presidente. É claro que, como sabemos, não existe eleição limpa num país ditatorial e as instituições venezuelanas estão todas aparelhadas. O que a oposição fez foi recolher os boletins de urna suficientes para atestar a vitória de seu candidato, que foi reconhecido por observadores independentes como o Centro Carter.

Agora, vamos ao que interessa neste momento. Muitos analistas políticos estão emitindo diferentes opiniões e visões do que realmente aconteceu e do que ainda virá a acontecer. Por enquanto, é muito difícil de saber todos os detalhes do que ocorreu por trás das cortinas. As decisões com certeza foram feitas de forma secreta, até mesmo eventuais acordos obscuros, típicos das negociatas políticas. Alguns analistas já vinham falando que Lula e Joesley Batista fizeram um acordo para entregar Maduro vivo, impedindo assim um conflito bélico muito pior, e salvando a vida do ditador venezuelano.

Essas pessoas dizem que, como Lula colaborou com Trump, o presidente americano removeu as taxas colocadas nos produtos brasileiros e a sanção contra Alexandre de Moraes. Tudo isso pode estar em jogo, mas muita coisa ainda será revelada com o tempo, pois ainda está muito cedo para bater o martelo. E para Trump, é bem nítido que essa captura de Maduro o fez ganhar uma ótima reputação como um homem de palavra e líder forte, algo que pode ajudá-lo nas eleições e melhorar sua imagem pública. A política de fato é um jogo de interesses e muitas vezes somos enganados por informações e encenações que não explicam de fato o que está sendo decidido nos bastidores.

(Sugestão de Pausa)

Mas não dá para negar que, independente do que realmente foi acordado entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, a Venezuela está muito melhor sem Maduro. O que virá nos próximos meses ainda pode nos surpreender, porque a atual elite política e militar venezuelana é tão cruel quanto Nicolás Maduro, e essas pessoas são leais ao chavismo.

Existe sim um presidente legítimo, que é o Edmundo Gonzáles Urrutia, que realmente venceu a eleição em 2024, e que se encontra exilado na Espanha. Com certeza seria um final feliz caso o governo americano pudesse colocar González no poder, e que isso seja aceito pacificamente pela atual elite venezuelana. Na opinião da famosa líder oposicionista, María Corina Machado, que venceu o Nobel da Paz, “González deve assumir imediatamente seu mandato constitucional e ser reconhecido como comandante-em-chefe das Forças Armadas Nacionais por todos os oficiais e soldados que as integram”.

Mas como vimos, nas palavras de Trump em sua entrevista coletiva no dia 3 deste mês, quem irá governar a Venezuela será os Estados Unidos. Mas isso exigirá uma ocupação massiva, o que possivelmente irá gerar novos conflitos armados. Trump, infelizmente, não mostrou uma profunda consideração para com aqueles venezuelanos que ficaram muitos anos lutando contra a ditadura de Maduro. Após o presidente americano ter sido questionado sobre María Corina, ele disse que não chegou a falar com ela, e completou dizendo que seria bastante difícil que María liderasse a Venezuela, por não ter, em suas palavras “apoio e respeito suficiente dentro do país”. Isso não é verdade, pois sabe-se que a corajosa María Corina venceu com maioria avassaladora as primárias oposicionistas, obtendo mais de 90% dos votos na eleição realizada em outubro de 2023. Ela já liderava todas as pesquisas de opinião antes do governo chavista a impedir de concorrer à presidência. Foi exatamente por isso que os aliados de María tiveram que mudar o candidato e inscrever González.

O que alguns analistas políticos estão especulando é que devido ao grande interesse de Trump pelo petróleo da Venezuela, existe uma grande possibilidade de que seja colocado lá um governo fantoche em Caracas. E não é impossível dizer que esse fantoche possa ser a própria vice-presidente da Venezuela, a chavista Delcy Rodríguez. Segundo Trump, Marco Rubio tem conversado com ela e disse que ela estaria disposta a colaborar com os americanos. Esse cenário não seria o ideal para o povo venezuelano, que tem sofrido há décadas sob a opressão do regime chavista e da economia fechada e socialista.

(Sugestão de Pausa)

Caso isso aconteça, ficará claro à comunidade internacional que as autoridades americanas em Washington apenas usam do clamor pela liberdade dos povos oprimidos por ditadores como desculpa para ter acesso a recursos valiosos como o Petróleo. Mas tudo isso será comprovado nos próximos capítulos dessa novela. Mesmo assim, não podemos perder a esperança numa américa latina cada vez mais livre do socialismo e dessa nefasta ideologia marxista.

Todo regime socialista está fadado ao fracasso, e como dizia o economista Friedrich Hayek na obra, O caminho da Servidão: “O planejamento central exige uma concentração de poder que não pode ser exercida sem coerção. E, uma vez concedido esse poder, ele raramente é usado de forma benevolente”.

É da natureza do estado a coerção, e o modelo socialista exige um modelo de governo cada vez maior, mais poderoso e intervencionista que controla todos os aspectos da vida humana, o que leva ao totalitarismo. Muito além da economia, as ditaduras de esquerda sempre controlam a imprensa, a produção cultural e, principalmente, o sistema de ensino, que se torna uma das ferramentas de lavagem cerebral do regime.

Vamos continuar a luta, a divulgar ideias corretas e a defender bons valores porque precisamos salvar o Brasil do PT e dos tiranos de toga. Mas só iremos vencer o regime que nos governa se nos unirmos por uma boa causa e tivermos uma boa estratégia para este ano de 2026, que será de importância vital para o Brasil.

Referências:

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/captura-maduro-futuro-venezuela-repercussoes-geopoliticas/
https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/maria-corina-resposta-lula-petro-biden-nova-eleicao-venezuela/?ref=veja-tambem
https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/justica-dos-eua-amplia-acusacao-por-narcoterrorismo-contra-maduro/